Dez Palavras Sobre Espiritualidade

Espiritualidade da Prosperidade

Bbaseia-se na distorção do texto bíblico – no princípio era a verba! Vantagem, lucro, interesse próprio, bens materiais, sinais de riqueza. Alimenta-se a crença de que Deus abençoa com riquezas os seus amigos, rasgando-se o livro de Jó. É uma espiritualidade sem esperança. Esperança é acreditar que algo bom pode acontecer, porque Deus é bom e cuida. Mas nesta espiritualidade não há esperança: há conquista, merecimento, ganho, lucro, vantagem, troca-troca. A Espiritualidade da Prosperidade faz acreditar que se a pessoa não tinha nada, agora terá dois carros e duas casas... esquecendo que o Evangelho diz que se antes eu tinha dois pães, agora fico apenas com um, porque a espiritualidade me ensinou a partilhar. É o jogo da meritocracia, onde quem chegar primeiro leva e quem se esforçar consegue o que quer. Esforço pessoal, ou esperteza, está na base deste caminho de espiritualidade, onde Deus é apenas o juiz que apita a vitória ou entrega a medalha que o atleta conquistou por mérito próprio. E quem não vence na vida, é porque é fraco. Esforçando-se, qualquer um pode conseguir. O adesivo no carro ‘foi Deus que me deu’ ou ‘não sou dono do mundo, mas sou filho do dono’. Espiritualidade virou negócio... e dos grandes e rentáveis.

 

Espiritualidade Utilitarista

É a espiritualidade que esconde e disfarça a nova forma do ateísmo moderno. Não se nega Deus... porque Ele até pode ser útil. Mas a pessoa substituiu Deus, colocou-se no seu lugar. Deus é ajudante e tem mais é que ajudar mesmo, porque o Homem moderno, do alto da sua eficiência técnico-científica, está dando um duro danado para fazer aquilo que Deus deveria ter feito e não fez. Se tenho medo do Homem cujo Deus está no céu, tenho mais medo ainda do Homem que se colocou no lugar de Deus e contratou Deus para seu funcionário. Todo poderoso, arrogante e autossuficiente, sente que carrega o mundo nas costas e que o universo gira ao seu redor... sem perceber que está sendo acometido de labirintite séria. Lembro a parábola do homem que trabalhava na roça, uma plantação linda de se ver. E quando o turista encantado comentou, elogiando a plantação: que coisa linda que Deus fez... aquele homem de peito inchado que cuidava da roça, respondeu: Deus... é?! Você devia ter visto quando Ele cuidava disto sozinho! Deus é até um ajudante útil... e por isso não é negado explicitamente. Há até um discurso espiritual, mas no centro está a própria pessoa, com a consciência de que se eu não fizer, nada acontece. É a espiritualidade dos pregadores eletrônicos, da imagem e do sucesso, dos números que impactam, dos resultados de primeira página. Exige-se de Deus, pois Ele, que devia ter feito e não cumpriu, tem obrigação de me ajudar. Chantagem com Deus. O ser humano se coloca acima de Deus.

Pe. Domingos Csh


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