Dez Palavras Sobre Espiritualidade


Espiritualidade Shalom

A palavra hebraica que foi traduzida para nós como Paz... na sua raiz significa a última pedra que se colocava numa construção. Simbolizava que aquela construção estava completa, inteira, harmoniosa. Não falta mais nada. Plenitude e completude. Ser algo inteiro, não dividido ou inacabado, vazio ou pela metade. É Um conceito de paz que nos remete à construção interior do ser humano, como base de tudo. Uma paz que começa dentro e depois se expande transbordando. Unificar-se, integrar todas as dimensões do ser pessoa, harmonizar todas as energias que nos habitam, reconciliar luz e sombra dentro de nós, abraçar feridas e domesticar dragões... Nada de nós mesmos excluir ou deixar de fora ou reprimir ou destruir. Não existe nada fora se não estiver dentro?... E tudo o que está fora é reflexo daquilo que está dentro. A paz é construída a partir de dentro e só existirá fora se dentro a casa estiver completa. Buscar a alegria e a realização, a felicidade saboreada de colocar a última pedra na construção que somos. Para depois ser também aquela pedra que completa a casa do universo. Descobrir seu lugar na construção da casa comum, a serviço da inteireza, da harmonia. A casa que nós somos foi construída em cima de experiências traumáticas, falta de amor, falta de segurança ou falta de valorização. Mas temos a vida inteira para reconstruir esta casa que a nossa vida construiu: até colocarmos essa ultima pedra, a pedra do Amor, capaz de reconstruir toda esta casa que somos. Descobrir o seu lugar no mundo é a tarefa primeira, ou talvez mesmo a única. Cada pessoa tem um dom único, que só ela tem...  E um jeito único de expressar esse dom. Descobrir esse dom único e colocá-lo a serviço dos outros e do mundo, é a missão e é também o caminho de realização e felicidade. Eckart Tolle lembra que o primeiro dia mais importante da nossa vida é o dia em que nascemos e o segundo, aquele em que descobrimos para que nascemos. O sentido da vida é o grande horizonte da espiritualidade. Vitor Frankl nos lembra que “quem tem um sentido para viver, suporta quase qualquer coisa”. A Espiritualidade como sentido  da vida, garante aquela soberania que nos faz permanecer de pé e com brilho no olhar, mesmo nas tempestades e fracassos do caminho. Shalom. Uma Paz dinâmica, sempre em processo, sempre itinerante, peregrina, em busca. Cada momento tem o sonho de ser aquela pedra, aquela última pedra da construção. E por isso se vive cada momento, estando inteiro aí, no presente, na consciência do sopro vigilante, na respiração consciente que nos conecta com Aquele que É, aqui e agora. Os gregos chamavam-lhe Quietude, Hesiqué. Aquela paz serena e duradoura, que nos faz permanecer tranquilos, independente dos lugares e das circunstâncias. A Paciência: a ciência da paz... ciência não de saber, mas de saborear. Saborear a paz interior. Aquietai-vos e saboreai que eu sou Deus – diz o salmista. O sabor de paz que nos vem do contato com a Essência, com a presença silenciosa, misteriosa e amorosa de Deus que nos habita no mais profundo de nós mesmos e se deixa encontrar. É a partir desse espaço imaculado, sagrado, intacto, inteiro, saudável... que a paz é possível e onde é possível permanecer em Paz. Diz Leloup: O Universo confiou a cada um de nós um pedacinho dele mesmo que nos cabe cuidar. Cuidar deste pedacinho do universo que somos, a partir desse recanto de paz que existe nesse pedacinho de jardim que somos. E, continua Leloup, quando meditamos, pelo menos um pedacinho do universo está em Paz.

Pe. Domingos CSh


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